"Somos donos dos nossos atos, mas não somos donos dos nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos. Podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos... Atos são pássaros engaiolados; sentimentos são pássaros em voo." (Mario Quintana)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
4...9...12...
Ele estava finalmente na minha vida, participando ativamente da minha felicidade e ainda mais, sendo parte fundamental de tudo que me cerca.
Talvez o sentimento não seja novo, mas o modo como ele se manifesta me era completamente desconhecido. Um arrepio percorrendo todo o meu corpo, a respiração ofegante e o coração acelerado e quase sem espaço para bater. Me parecia a morte.
E se a morte é um novo começo, então eu morri naquele momento. Me sinto renovada, inteira, pronta pra escrever uma nova história ao lado daquele que me fez conhecer o amor de verdade.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
O que tiver que ser, mas que seja bom...
vista cansada,
turva,
irreal.
Eu era cega
e conformada,
mal amada,
triste.
Me faltava algo,
talvez luz,
ou simplesmente parar de deixar os olhos fechados.
Precisava me desprender
de um falso amor
de uma insistente dor...
de uma doença.
E vieste,
acendeste,
abriste,
me abraçaste
e ficaste.
Me entendeste e respeitaste.
O ruim se foi
e não tem volta,
não cabe mais nessa nova felicidade,
nessa nova vida,
nessa nova vontade.
O que é bom chegou
e insiste em ficar,
em eternizar,
em ser de verdade,
concreto,
em ser o certo.
E que cada dia seja mais perto...
sábado, 4 de agosto de 2012
Sem mais...
Quando algo te traz
E me compraz,
Me refaz...
Não se vá jamais,
Só ao seu lado sou capaz
De encontrar a paz.
Nunca fique longe demais,
Porque quando tu te vais
Algo em mim se desfaz.
E eu digo aos meros mortais:
- Não julgueis este rapaz,
Nem o que ele faz,
Mesmo quando me causa 'ais' e mais 'ais'...
Mas olheis o sorriso que ele me traz!
O amor é assim... Nada mais.
Sem mais...
sábado, 21 de julho de 2012
Grito!
algumas palavras me tocam como uma doce brisa de verão,
enquanto o silêncio me perfura
e eu sangro...
e choro.
A solidão tem sido minha companheira,
mas nem ela me faz companhia,
me sinto sozinha e todos estão aqui...
ou ao meu lado,
ou mais perto ainda: dentro.
Dias difíceis, uma nova realidade.
Uma luta contra a essência,
momentos de carência,
de autoconhecimento,
de sofrimento para haver crescimento.
Momentos de reflexão que não aguento mais,
meus pensamentos tem me tirado a paz.
A calma que dizem que tenho se encontra onde?
Até quando essa luta, esse silêncio,
essa angústia, esse tormento?
Eu preciso gritar!!!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Sobre fazer amor...
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Às vezes
Ver quem eu encontrarei, o que terei que fazer, se haverá algum imprevisto...
Não que eu fosse mudar os acontecimentos,
Só queria saber como lidar com eles...
Às vezes essas "surpresas" acabam comigo.
Só queria poder me preparar física e emocionalmente.
E se disserem que é fraqueza,que seja!
Não nasci revestida de ferro...
segunda-feira, 26 de março de 2012
Nov@
novos desafios.
Novo ambiente,
nova gente,
outro presente...
Novas palavras,
novos portos seguros,
novos anseios,
novos passeios,
mais devaneios...
Novos sorrisos,
novas caras,
novas risadas,
outros abraços,
menos espaços,
novos amores,
temores...
Um novo eu,
um novo objetivo,
apoiado por antigos
e novos amigos...
Sempre...
Sempre comigo
Àqueles que alegram minhas tardes:
Aline,
Renata
e Lucas!
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Eu admito... E sinto... Muito!
Eu errei.
E só agora, depois de anos, consigo admitir. Talvez só agora eu tenha conseguido enxergar meu erro e ver que realmente ele foi meu, você não fez nada de errado.
Eu não deveria ter sentido medo, ainda mais medo de ser feliz, ainda mais ser feliz ao seu lado... Você que foi e ainda é tão perfeito pra mim.
Amigo e amante... Pai e filho... Paz e tormento...
Você que me atendia de madrugada e corria pra me ver se eu não estava bem. Que me fazia rir no meio das lágrimas. Que me fazia seu bebê quando tudo parecia me assustar.
Por Deus, o que eu fui fazer?
E eu te quis tanto. E ainda quero.
Quero de volta teu perfume, teus braços me envolvendo, tua voz me acalmando e seus olhos me vigiando e protegendo.
Quero o marrom da tua pele, o brilho dos teus olhos, o branco de seu sorriso e de nosso prazer.
Eu quero você por completo e como tinha que ser... pra sempre!
terça-feira, 19 de julho de 2011
Amnésia
Polisipo
Medo
É isso que sinto ao seu lado
e é isso que me impede de te deixar.
Medo de amar e me machucar,
de brincar com os meus e os seus sentimentos,
não que eu queira te machucar, mas eu me conheço.
Sou distraída, como já te disse, e isso me faz desastrada,
perco a noção das coisas que falo,
do modo que ajo,
não sei quais são meus limites.
Me sinto tanto a outra pessoa,
que perco a noção de onde são o começo e o fim de mim
e o começo e o fim do ser amado ou amedrontador!
Eu tenho medo de ser assim de novo:
neurótica, impulsiva, exagerada, dominadora...
E eu luto contra isso
e pra isso preciso que você esteja do meu lado e lute comigo...
Mesmo que nos machuquemos,
que o sangue venha à tona,
mesmo que nossa fortaleza desmorone, por favor,
fique e me ajude a reconstruir aquilo que surge agora,
que me invade e me transforma...
Não desista do nosso amor!
Não desista...
terça-feira, 28 de junho de 2011
It can be!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Despertar
Tudo tornara-se tão pequeno, tão sem sentido.
Os sentimentos de antes haviam se transformado,
assim como as pessoas que os despertaram,
e, por incrível que pareça, ela sabia lidar com isso.
Sabia lidar com as feridas abertas,
com os amores mal resolvidos,
com os sonhos frustrados.
Ela percebeu que sabia lidar com a vida,
ela aprendera a viver.
Ela aprendera a sofrer por poucos instantes,
refletir sobre isso e então sair da U.T.I.
e correr pra pista de dança.
Ela aprendeu a ver o lado bom da vida,
percebeu que não é ruim se controlar,
que existem limites e que eles podem nos preservar,
percebeu que a dureza da vida é sua beleza,
que o que vem fácil não tem valor
e deu importância àquilo que conquistou com dor.
Agora tudo é mais leve...
Agora ela voa...
E vai...
E vive!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Paciência
meu doce sonho,
minha doce proibição,
meu doce acanho.
Minha doce criança,
minha doce aliança,
meu doce sorriso,
meu aviso.
Minha doce complicação,
minha doce lição,
minha doce inocência...
Paciência!
segunda-feira, 16 de maio de 2011
♥?
terça-feira, 3 de maio de 2011
Vontade
De ser em você...
Porque às vezes só me dá vontade...
De correr pra você,
De correr de você,
De entender você,
De esquecer você...
Vontade louca de respirar você,
De beber você,
De te tocar e de te expulsar...
Vontade de louca de você...
E você?
Cadê?
sexta-feira, 25 de março de 2011
Quem sou eu além de mim?
porque é de mim que eu preciso,
preciso me sentir ao me tocar,
me entender ao me ouvir,
me enxergar ao me olhar.
Preciso de cada parte do meu ser;
do meu coração que a tantos em vão entreguei,
devolvam-no;
preciso das minhas palavras
tantas vezes ouvidas apenas pelo vento,
preciso do meu tempo
desperdiçado, apenas desperdiçado,
preciso de cada milímetro do meu corpo
muitas vezes jogado por entre lençóis e corpos.
Preciso de mim simplesmente,
preciso mais dos meus defeitos que das suas qualidades,
preciso dos meus erros.
Preciso mais de mim
e só de mim...
o resto é complemento,
é molde para minha massa
que sou eu
que é uma farsa!
Dandara Vieira e Fabiana Vicentim
segunda-feira, 7 de março de 2011
Carne aval (ou Segunda noite)
O corpo consumia
O desejo queimava
E a água evaporava
Das pessoas que passavam
Dos olhos que observavam
Da curiosidade latente
Do desejo ardente
Daquilo que acontecia
Da carne que se fundia
Do frio que arrepiava
Mas o fogo o afastava
Da explosão
Da sensação
Da permissão
Do tesão
Dos corpos
Do suor
Do Carnaval
Do aval
Deles...
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A primeira noite
O tempo permaneceu nublado durante a tarde e ela rezava para que não chovesse à noite, rezava também para que a cabeleireira não atrasasse, mas como nada é perfeito, o celular fez questão de tocar e a voz do outro lado anunciou que havia a necessidade de uma mudança de horário, ela só poderia atendê-la duas horas depois do combinado.
À partir daquele momento o nervosismo a consumiu e foi aí que o tempo fechou, literalmente, o céu se desfez em águas e essas inundaram as esperanças da garota que tinha um encontro naquela noite e que parecia se distanciar da realidade e se aproximar das fronteiras oníricas.
Chegou na cabeleireira e ela estava atrasada. Uma hora a mais de ansiedade, uma hora a mais que os dois esperariam.
Ela ligou para ele no horário combinado e por sorte ele também estava atrasado. Esse atraso foi bom, assim ela pôde recuperar a calma, focar no seu objetivo e sorrir, afinal tudo estava entrando nos eixos novamente.
Enquanto terminava de se arrumar o celular tocou e era ele avisando que estava a caminho e a ansiedade a tomou novamente. Ela não sabia o que falar e muito menos como agir, se sentiu uma garotinha prestes a ter seu primeiro encontro.
Então ela se vestiu de coragem e deixou suas máscaras sobre a cama, só havia a necessidade de que ele a visse como ela realmente é, sem ter que usar uma de suas personagens para se defender, para se sentir mais forte e interessante.
Logo que a viu, ele a elogiou e foi nesse momento que ela se sentiu mais à vontade pois percebeu que naquela noite ele havia se despido de sua timidez.
Sem saber o que fazer e sem destino pré-estabelecido, decidiram ir a uma praça qualquer, que por sinal estava lotada de adolescentes que exalavam fumaças de Cannabis Sativa para manter a mente ativa, mas toda aquela atividade os incomodava, então resolveram procurar outro lugar para que pudessem ficar a sós.
Conseguiram por fim encontrar um lugar ermo, ou quase ermo, não fosse a presença de um outro veículo, cujos passageiros provavelmente nem notaram a chegada dos novos amantes.
Procuraram no carro algum jeito de ficarem confortáveis, não que fosse para conversar, mas para algo que dispensa léxico, ou até o aceita, mas com certas restrições.
Naquele momento ela percebeu que não havia em si nem sequer resquícios de Shane, nada de "aprendi a me virar sozinha e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar", ela não queria abandoná-lo, e sim se abandonar naqueles braços nos quais ela havia reencontrado a liberdade para voltar a ser aquela garota frágil, sentimental e insegura.
Havia ali a descoberta, o conhecer, a reciprocidade. Havia duas pessoas receosas uma da outra, receosas de si mesmas, de seus sentimentos, mas havia também a vontade de lutar contra si, contra o outro... havia a vontade da entrega, e se essa não fosse total de ambas as partes, pelo menos de uma era.
Nada poderia atrapalhar aquele momento, nem as pessoas e carros passando, nem o celular tocando. Nada poderia impedir nos dois a vontade de ser um só, de se unirem pela pele, pelo corpo, pelo suor.
Sem que eles percebessem o tempo passava e a hora de retornar à realidade se aproximava, mas o desejo (ou quem sabe até algo mais) os tomava.
Aproveitaram que seus corpos conseguiram se desvencilhar e recuperando a lucidez colocaram-se à caminho da casa dela. Chegando lá, apesar da necessidade de separação, havia a vontade de nova junção, de um novo laço que acabasse em um nó, um nó cego como os momentos em que eles se sentiram.
