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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Paciência

Minha doce ilusão,
meu doce sonho,
minha doce proibição,
meu doce acanho.


Minha doce criança,
minha doce aliança,
meu doce sorriso,
meu aviso.


Minha doce complicação,
minha doce lição, 
minha doce inocência...
Paciência!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vontade

Porque às vezes só me dá vontade de estar com você...
De ser em você...
Porque às vezes só me dá vontade...
De correr pra você,
De correr de você,
De entender você,
De esquecer você...
Vontade louca de respirar você,
De beber você,
De te tocar e de te expulsar...
Vontade de louca de você...
E você?
Cadê?

domingo, 28 de novembro de 2010

Ele e aquela cor = sentimentos e sensações

ao meu professor de forró e aluno de samba-rock

Eu me lembro da primeira vez que o vi,
Eu lembro o que senti:
Eu assustei, não por mal,
Mas porque nunca o tinha visto ali.
Ele também se assustou,
Afinal,
Nosso encontro foi uma surpresa que o destino nos reservou.
Ele tem aquela cor que desperta em mim o desejo, o pecado...
A cor daquela iguaria que tanto me agrada o paladar e olfato.
A cor certa pra me provocar,
A cor que eu ficaria horas a exaltar,
A admirar, à minha contrastar.
A proximidade àquela iguaria não se resume ao tom da pele,
Mas se estende ao tom de sua voz,
Ao seu jeito de ser e de tratar-me...
Tão doce, tão suave, tão único...
Tão dele!
Ele é dono de um sabor diferente, inesquecível,
Suave, doce, indescritível!
Seus traços, tanto físicos como morais, os diferencia dos demais,
Ele não é como esses meros mortais
Que vivem em uma esfera de ares banais,
Ele me transmite ares celestiais
Nos seus silêncios sepulcrais.
Ele me inspira de forma dual:
Tanto para o bem, quanto para o mal,
Tanto para o sublime, quanto para o carnal.
Ele desperta o melhor de mim,
Quando eu já não estava acostumada a ser assim.
Já não estava acostumada a sonhar, a idealizar,
A única coisa que sabia era me frustrar.
Não estava acostumada com tanto cavalheirismo,
Com tanta formalidade,
Tanta sinceridade,
Há tempos não tinha nada disso.
Não havia sonho,
Não havia esperança,
Não havia respeito.
Agora há ele...
Ele, aquela cor, o sabor e a nossa dança!

Para ler ao som de "Da cor do pecado" - Luciana Melo (segundo ele, essa música foi escrita para ele)

sábado, 20 de novembro de 2010

Início e ...

No que se inicia eu coloco reticências e que seja o que essa nossa grafia quiser!
Que nossa história seja composta por versos livres, que a métrica não nos aprisione.
Também não sejamos adeptos da gramática normativa, esse dinossauro que nos sufoca. Que possamos andar livremente pela sociolinguística, pois o importante é nosso entendimento e não a classificação.
Que sejamos bilíngues, trilíngues, ou até poliglotas, mas que haja em cada língua um dicionário só nosso que agregue nossos significados e significantes.
Que Bakhtin tenha "inventado" mecanismos para a análise dos nossos discursos silenciosos, faciais e corporais;
E que haja gêneros literários suficientes para narrar a história dos nossos silêncios, nossos sorrisos, nossos movimentos e de nossas línguas...

sábado, 11 de setembro de 2010

Hoje eu acordei...

Hoje acordei com vontade de ser quem eu realmente sou: aquela moleca que não gosta de meias palavras, nem de fingimento, que gosta de liberdade, intensidade.
Acordei pensando nos meus desejos secretos, nas pessoas que quero, nas que posso ter e nas pessoas que nunca terei.
Acordei pensando nas possibilidades, nas combinações, nas paixões, nos amores, nas revoltas, nas mágoas, angústias e medos.... Acordei pensando em mim, na minha totalidade e complexidade.
Acordei com a necessidade de me sentir, de me entender, de me ouvir e de falar a mim tudo o que eu preciso ouvir: verdades, promessas, desaforos, declarações. Preciso me machucar e logo em seguida me curar, preciso saber tudo o que sou capaz de suportar.
Acordei feliz e com vontade de chorar, vontade de colocar pra fora tudo o que há dentro de mim: o que me excita, o que me assusta, o que me satisfaz, o que me irrita, o que me faz voar e o que me prende ao chão.
Vontade incontrolável de estar cercada por vozes amigas, afáveis, confiáveis... Acordei com o coração transbordando amor, então decidi compartilhá-lo. Liguei para as vozes das quais meu ouvido sentia falta, então me senti feliz e completa. Percebi que consigo ficar feliz pela felicidade que sentem meus amigos-amores. Vi que eles estão bem e o fato de eu ter feito uma simples ligação não melhorou só o meu dia, mas o deles também.
Acordei com vontade de me dedicar ao próximo, me deixar um pouco de lado, ao lado de quem precisa... Quero dedicar minhas horas, minhas palavras, meu silêncio e minha atenção, meu abraço acolhedor, meu colo de mãe. Quero me entregar de corpo e alma ao ser humano, esse ser complexo e dono de toda minha fascinação, da minha paixão...
Hoje eu acordei...