domingo, 28 de novembro de 2010

Ele e aquela cor = sentimentos e sensações

ao meu professor de forró e aluno de samba-rock

Eu me lembro da primeira vez que o vi,
Eu lembro o que senti:
Eu assustei, não por mal,
Mas porque nunca o tinha visto ali.
Ele também se assustou,
Afinal,
Nosso encontro foi uma surpresa que o destino nos reservou.
Ele tem aquela cor que desperta em mim o desejo, o pecado...
A cor daquela iguaria que tanto me agrada o paladar e olfato.
A cor certa pra me provocar,
A cor que eu ficaria horas a exaltar,
A admirar, à minha contrastar.
A proximidade àquela iguaria não se resume ao tom da pele,
Mas se estende ao tom de sua voz,
Ao seu jeito de ser e de tratar-me...
Tão doce, tão suave, tão único...
Tão dele!
Ele é dono de um sabor diferente, inesquecível,
Suave, doce, indescritível!
Seus traços, tanto físicos como morais, os diferencia dos demais,
Ele não é como esses meros mortais
Que vivem em uma esfera de ares banais,
Ele me transmite ares celestiais
Nos seus silêncios sepulcrais.
Ele me inspira de forma dual:
Tanto para o bem, quanto para o mal,
Tanto para o sublime, quanto para o carnal.
Ele desperta o melhor de mim,
Quando eu já não estava acostumada a ser assim.
Já não estava acostumada a sonhar, a idealizar,
A única coisa que sabia era me frustrar.
Não estava acostumada com tanto cavalheirismo,
Com tanta formalidade,
Tanta sinceridade,
Há tempos não tinha nada disso.
Não havia sonho,
Não havia esperança,
Não havia respeito.
Agora há ele...
Ele, aquela cor, o sabor e a nossa dança!

Para ler ao som de "Da cor do pecado" - Luciana Melo (segundo ele, essa música foi escrita para ele)

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