segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Amor!

Tantas pessoas foram aqui citadas e até então eles não haviam aparecido, uma falha quase imperdoável, mas estou aqui para me retratar.
Ela é o primeiro amor da minha vida, aquele que não escolhi, mas fui escolhida, querida e esperada.
Ela é aquela que mesmo de longe me protege, me acolhe como ainda estivesse dentro dela, quentinha e somente dela.
Ela é a que mais me dá bronca, que desconfia (talvez por medo, essas coisas de instinto materno que eu não entendo), que orienta, que é meu espelho.
Ela é aquela guerreira que leva uma família nas costas, o que não é fácil se tratando de mim, da Wi e do Bob (na verdade mais por mim mesma).
Eu sei que sou uma filha ausente, mas isso não diminui os meus sentimentos por ela e a gratidão.
Se sou o que sou é porque ela me conduziu, me guiou, me incentivou a crescer e a saber me cuidar, me responsabilizar por meus atos, ela me ensinou a maior lição que se pode aprender, ela me ensinou a ser humana.
Estava lembrando de quando ela me ensinava nas lições,
de quando ela me levava para escola,
de quando eu ia para o trabalho com ela e dormia na gaveta (tá, isso eu não lembro pois era muito pequena, mas ela me contou),
lembro de quando eu tinha um forninho e adorava fazer bolo e ela me ajudava...
Ela me ensinou a ser mulher e além de mulher, independente.
Ela é doce, mãezona mesmo e não só minha e da Wi, ela agrega a nossa família vários outros filhos que a admiram pelo que ela mais sabe ser: MÃE!


Meu outro eterno amor é ele, meu pai...
Me considero uma cópia dele em alguns aspectos, não tanto no físico pois sou a cara da minha mãe, mas pelos gostos e alguns traços de personalidade.
Ele ouvia bastante música, algo que eu não vivo sem,.
Ele lia bastante... não posso dizer que leio muito, mas me esforço.
Fiquei sabendo que ele dançava samba rock e ia ao Baile do Carmo... samba rock é a minha paixão e já comecei a frequentar o Baile do Carmo para seguir seus passos.
Adoro tudo o que é mais caro, assim como ele adorava e gastava muito dinheiro à toa hahaha
Ele faz falta... fico horas pensando nele, relembrando as idas ao supermercado e a liberdade pra eu comprar o que quisesse (acho que minha mãe não gostava quando íamos apenas os dois fazer compras), as vezes que eu ia ao banco e furava fila porque ele estava no caixa. Lembro do banco de trás do carro com um lençol e ele me levando pra escola...
Eu lembro dele... eu ainda o amo e acredito agora que o amor atravessa os limites entre a vida e a morte.


Como falar da minha pequena que é maior que eu?
Ela veio pra tirar meu posto de filha única e eu senti ciúme no começo, mas agora acho muito bom ter alguém pra dividir as broncas.
Tá, não é só por isso que eu a amo...
Ela é linda, inteligente e engraçada! Quem me dera ser do jeito que ela é com a idade que ela tem.
Dou graças à Deus por ela não ser igual a essas meninas de hoje em dia, essa meninas vazias, fúteis, aculturadas!
Ela lê, ela ouve música de qualidade, ela se informa, ela raciocina de verdade, ela é responsável, ela sabe se vestir (não sai na rua semi nua), ela sabe falar, ela saber ser alguém de verdade.
Ela é uma espécie de segunda mãe, quer saber onde vou, com quem vou e que horas pretendo voltar.
Resumindo: ela é demais!


Os três são a base da minha vida, são minha estrutura, meu espelho...
São eles o mais puro amor que tenho!

domingo, 28 de novembro de 2010

Ele e aquela cor = sentimentos e sensações

ao meu professor de forró e aluno de samba-rock

Eu me lembro da primeira vez que o vi,
Eu lembro o que senti:
Eu assustei, não por mal,
Mas porque nunca o tinha visto ali.
Ele também se assustou,
Afinal,
Nosso encontro foi uma surpresa que o destino nos reservou.
Ele tem aquela cor que desperta em mim o desejo, o pecado...
A cor daquela iguaria que tanto me agrada o paladar e olfato.
A cor certa pra me provocar,
A cor que eu ficaria horas a exaltar,
A admirar, à minha contrastar.
A proximidade àquela iguaria não se resume ao tom da pele,
Mas se estende ao tom de sua voz,
Ao seu jeito de ser e de tratar-me...
Tão doce, tão suave, tão único...
Tão dele!
Ele é dono de um sabor diferente, inesquecível,
Suave, doce, indescritível!
Seus traços, tanto físicos como morais, os diferencia dos demais,
Ele não é como esses meros mortais
Que vivem em uma esfera de ares banais,
Ele me transmite ares celestiais
Nos seus silêncios sepulcrais.
Ele me inspira de forma dual:
Tanto para o bem, quanto para o mal,
Tanto para o sublime, quanto para o carnal.
Ele desperta o melhor de mim,
Quando eu já não estava acostumada a ser assim.
Já não estava acostumada a sonhar, a idealizar,
A única coisa que sabia era me frustrar.
Não estava acostumada com tanto cavalheirismo,
Com tanta formalidade,
Tanta sinceridade,
Há tempos não tinha nada disso.
Não havia sonho,
Não havia esperança,
Não havia respeito.
Agora há ele...
Ele, aquela cor, o sabor e a nossa dança!

Para ler ao som de "Da cor do pecado" - Luciana Melo (segundo ele, essa música foi escrita para ele)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Chuva...

E naquele dia eu e Deus choramos juntos... 
Talvez Ele tenha se compadecido da minha dor e quis se mostrar presente! 
Naquele dia eu lavei minh'alma nas águas divinas,
Naquele dia o céu estava  comigo!

Sentidos... sentidos

Ao olhar naqueles olhos eu vi... ao olhá-los profundamente, fiquei cega e me deixei guiar por eles... E me perdi... eu senti.
Aquela boca me roubou as palavras e o paladar, então não pude expressar o que senti ao tocá-la, nem sentir o que provei após tê-la encontrado.
Aquela pele me dominou o tato, depois de sentí-la nunca mais tive tal sensibilidade. Fui indiferente a qualquer toque, a qualquer possibilidade de arrepio.
Suas palavras ainda ecoam em minha mente, meus ouvidos se fecharam para quaisquer outras que tentassem substituí-las. Me tornei surda diante das pessoas que não eram ele, meu mundo.
E o cheiro... nenhum aroma se compara àquele exalado por ele, ainda mais ao exalado por nós.
Usufrui de tudo até esgotar.
E sofri calada, tão em silêncio que não fui capaz de escutar meus próprios gritos, de sentir a dor pulsando no meu peito apertado, a tristeza nascendo em meus olhos e escorrendo pela face... Eu não vi o meu definhar! Eu não te vi me roubar!
Então pereci... e não senti!

Erva daninha

Estou cansada desse seu altruísmo egocêntrico, dessa sua necessidade de estar no centro das atenções, dando apenas migalhas de si àqueles que "necessitam" de ti.
Estou farta de ouvir sobre seus feitos e seus julgamentos sobre as outras pessoas. Cansei de ouvir o quanto, ao seu ver, elas são idiotas, mesquinhas e falhas;
Esse seu auto-endeusamento me incomoda e aos poucos vai matando a admiração que nasceu logo que nos conhecemos e que cada vez mais fica lá atrás, distante e entregue às moscas.
Cansei de ter que relembrar constantemente o que você se mostrou lá no inicio, para agora conseguir conviver com você baseada em lembranças... triste fato esse...
É triste ter que recorrer ao passado para "suportar" o presente. 
Mais triste ainda é aceitar que apesar disso, desse seu presente que não me agrada (mas me fere), eu ainda insisto em te preservar em mim, erva daninha.

sábado, 20 de novembro de 2010

Início e ...

No que se inicia eu coloco reticências e que seja o que essa nossa grafia quiser!
Que nossa história seja composta por versos livres, que a métrica não nos aprisione.
Também não sejamos adeptos da gramática normativa, esse dinossauro que nos sufoca. Que possamos andar livremente pela sociolinguística, pois o importante é nosso entendimento e não a classificação.
Que sejamos bilíngues, trilíngues, ou até poliglotas, mas que haja em cada língua um dicionário só nosso que agregue nossos significados e significantes.
Que Bakhtin tenha "inventado" mecanismos para a análise dos nossos discursos silenciosos, faciais e corporais;
E que haja gêneros literários suficientes para narrar a história dos nossos silêncios, nossos sorrisos, nossos movimentos e de nossas línguas...