terça-feira, 28 de setembro de 2010

Àqueles olhos

Nos teus olhos me perco e me acho,
Nos teus braços diminuo e cresço,
Nessa dualidade enlouqueço
E essa loucura eu disfarço.

É disfarçando que sigo
Nadando nos rios escuros que me envolvem,
Procurando um amor, um amigo
Entre tantas ilusões que se dissolvem.

Ilusões que em mim se constroem
E que no outro se projeta,
Castelos que se destroem
Enquanto a realidade me alerta.

Alerta-me! Diga-me o que há.
Liberta-te e assim me libertará
Desses rios semi negros tire os véus,
Permita-os transbordar até os céus.

Não esconda o que há dentro de ti,
Deixe essa água fluir até o mar,
Não tenha medo de me encontrar,
Não tenha medo de me sentir...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

CANSEI

É duro sorrir com lágrimas rolando na alma,
ter raiva e aparentar calma,
falar que está tudo bem
quando não se quer mais ir além.

Não te restam forças para lutar,
nem vontade de se reerguer.
O que você quer é se entregar,
o que você quer é morrer.

Todos dizem que a vida é bela,
mas cadê essa face dela?
Você conhece a face cruel,
não a doce, mas a de fel.

Você não pertence a nenhum lugar,
mesmo porque você não quer se encaixar, você quer se encontrar.
Mas nada lhe é permitido
e por isso tens sofrido.

Nada te completa,
nada te consola...
É por isso que você interpreta,
por isso você se isola.

E passas transparente
por toda essa gente.
Ninguém te vê,
ninguém te entende,
ninguém te sente.

E cada vez mais você se desfaz,
pois de se reconstruir não é capaz...
Seus sentimentos já não existem,
seus pedaços já não vivem.

E tudo te leva tão longe, tão fundo...
Distante do SEU MUNDO.
E você perde o chão, 
a vida perde a razão.

Você se encontra na contramão,
sem noção de direção.
Não aguentando mais andar
resolve descansar
para nunca mais acordar.

domingo, 19 de setembro de 2010

Libertinagem... liberdade!

Todos sabem da minha paixão por poesia, até arrisco escrever algumas... Então criei coragem pra postar uma delas!


Lábios castos,
vastos,
por vezes devassos


Braços que se abrigam,
que sufocam,
que provocam,
que intrigam.


Pernas que enlaçam,
que envolvem,
meios que se descobrem,
membros que se encaixam.


Peles que exalam,
que transpiram,
que inspiram,
que se igualam.


Sons que se confundem,
que se fundem,
alguns de quem mente,
outros de quem sente.


Mundos tensos,
densos,
imensos.


Assim fazemos mundos,
às vezes mudos, outras horas agudos,
por vezes graves, mas sempre suaves
e infindáveis...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Infindável...

Como não falei delas antes?
Das minhas 3 mosqueteiras... as mafiosas... aquelas que juntas comigo formam o "quatro divisível por tantas alegrias"... 
Aquelas que não sei ao certo dizer quando entraram na minha vida, mas sei exatamente quando elas sairão: NUNCA!!
Tudo bem que algumas vezes eu cheguei a pensar que nossa amizade estava por um fio,  mas sempre que isso acontece, parece que algo maior nos reúne, seja na casa daquela louca que cozinha melhor que eu, ou daquela patricinha que eu não consigo odiar, ou ainda na casa daquela intelectual  fã de Clarice Lispector... aqui em casa é raridade quando elas aparecem, mas fazer o que se eu tenho que morar longe de todas?
Sendo tão diferentes, me pergunto como é que nos suportamos?
Uma é totalmente louca, fala alto, é do tipo que perde o amigo, mas não a piada, tem a língua mais afiada que qualquer espada de samurai, é desastrada que só ela... o que fascina é sua alma infantil!!! (sem falar suas habilidades na cozinha). Ah! Por falar em cozinha... ela faz algo que eu detesto: ela sempre fala durante a semana que no final de semana fez bolo, esfirra, coxinha, pão de queijo, torta e detalhe: nunca me convida!!! Vou relevar!
A outra, a tal da patricinha, faz acho que tudo que me irrita, se vamos sair ela tem q lavar o cabelo, fazer escova, chapinha, passar maquiagem, colocar um salto e estar impecável!! Não tenho paciência de esperar e mesmo assim sempre a espero! Fora que ela tem preguiça de andar, só vai em baladas de "gente fina" e detesta que gritem o nome dela na rua... e o que eu acho mais engraçado: ela gosta de fumaça de caminhão (estranho, né?).
A intelectual é daquele tipo de pessoa parada... estou quase desistindo de chamá-la pra sair, ela nunca está disposta e agora com a faculdade piorou porque ela tem a desculpa de que tem que estudar!! Disse no começo que não saberia dizer quando elas entraram na minha vida, mas a intelectual eu sei... desde sempre, somos amigas de berço. Ela é até a minha madrinha (de crisma)! Ela é daquelas observadoras, detalhistas, tem uma memória incrível e resposta pra tudo! Das três ela é a mais próxima à mim, mesmo morando em outra cidade... são conversas e mais conversas no celular ou no msn!
Somos quatro amigas inseparáveis apesar da distância e dos rumos que a vida de cada uma tomou... E eu sofri com isso, acho que todas sofremos com o fato de nossas reuniões terem diminuído, com o fato de termos crescido e termos que assumir responsabilidades, o fato da vida nos cobrar um tempo que queríamos nos dedicar e agora não o temos...
Crescemos... não somos mais aquelas meninas que corriam descalço na rua; amarravam uma rede nos portões e jogavam volei o dia inteiro;brincavam de escolinha; montavam balanços em àrvores; cuidavam de bonecas e de lares imaginários; assistiam Chiquititas, aprendiam as músicas e coreografias e dançavam juntas; faziam comida de brinquedo e se deliciavam por horas; guardavam dinheiro para comprar doces; colecionavam revistas; brigavam por motivos insignificantes, mas estavam sempre juntas... 
Agora que somos "adultas" temos que nos preocupar com provas e trabalhos da faculdade; problemas do trabalho; como pagar as contas no fim do mês; três de nós fazem licenciatura, acho que é uma forma de continuar a brincadeira de ensinar; ouvimos outros ritmos e aprendemos outras coreografias, mas nunca nos esqueceremos das Chiquititas e as disputas que fazíamos pelos papéis; aprendemos a cozinhar de verdade (pelo menos eu e a louca desastrada) e nos reunimos só para comer, cada tarde é destinada à alguma comida: pastel, torta de limão, coxinha, bolinha de queijo, bolo de cenoura...; agora guardamos dinheiro para livros, xerox, inscrições em congressos; não brigamos mais, nem isso o tempo nos permite, afinal nem temos tempo de ficar juntas...
Como é chato crescer, mudar, se distanciar... Como é chato enfrentar a vida longe de vocês...
Guardo na lembrança o tempo em que o tempo nos permitia ter tempo...
À elas: Lyka, La e Gi...
Incansavelmente e  imensuravelmente EU AMO VOCÊS...

"...Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...
E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância..."
Velha Infância - Os Tribalistas

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quando ela entrou... na sala, na minha vida... Quando ela entrou?

Ouvi que alguém batia na porta... fui abrir rezando para não ser ninguém com propósitos não adequados para a hora do almoço.
Era ela... a Preta Rara!
A felicidade dentro de mim era enorme (e ainda é) e eu queria exteriorizar esse sentimento, queria apertá-la no meu abraço, envolvê-la num laço, mas não consegui sequer dar um passo... sua presença ainda me intimida e eu sei o porque disso, mas será que ela sabe? Será que já percebeu?
Ela também se sente um pouco constrangida na minha presença, o que é natural porque nos conhecemos há pouco tempo, ainda não temos aquela liberdade das grandes amizades, mas estamos caminhando para isso... ou melhor, ela está. Não que eu não queira sua amizade, mas será que é só isso que eu quero? Será que é o bastante?
Como falei mais acima, a presença dela me intimida e quem está lendo já deve saber o porque, mas posso ainda assim explicar: ela tem um ar de mistério que incita em mim uma vontade de ser detetive; ela tem uma voz pura e calma que me faz querer ouví-la por horas (as horas que não temos juntas, infelizmente); é dona de uma inteligência afrodisíaca, a qual eu temo não ser capaz de alcançar; tem um sorriso que não consigo nem descrever como é e muito menos o que ele me causa... "Estar" com ela é sinônimo de salvação e perdição!
Não vou falar aqui da minha orientação, ou opção, ou condição sexual... acho que todos já sabem: sou livre! Mas e ela? O que é ela? Hétero? Bissexual? Homossexual?
Que angústia... eu preciso descobrir quem ela é, o que ela quer... Eu preciso descobrí-la! 
Eu quero descobrí-la!
"...Raro, é algo tão difícil de se ter
E foi na luz do teu olhar
que eu vivi o que é sonhar
eu não quero mais viver sozinho...
Pretinha tão rara
O teu jeito é minha cara...

domingo, 12 de setembro de 2010

Dentro dos olhos daquela Preta Rara!!

Preta rara
Tá na cara que eu gosto de você
Preta sabe o que é que falta?
O que falta é a gente perceber

...                                                                            
                                                           Ela sabe levar
                                                             Sabe bem como é que se faz pra chegar
                                                               No lugar que é só dela
                                                                 Eu me deixo levar e me sinto feliz
                                                                   Perdido dentro dos olhos dela
                                                                     Dentro dos olhos dela
                                                                                                                         ...
Uma jóia pra brilhar

Um tesouro pra guardar

Tua estrela no meu caminho

...

Pretinha tão rara

O teu jeito é minha cara

sábado, 11 de setembro de 2010

Hoje eu acordei...

Hoje acordei com vontade de ser quem eu realmente sou: aquela moleca que não gosta de meias palavras, nem de fingimento, que gosta de liberdade, intensidade.
Acordei pensando nos meus desejos secretos, nas pessoas que quero, nas que posso ter e nas pessoas que nunca terei.
Acordei pensando nas possibilidades, nas combinações, nas paixões, nos amores, nas revoltas, nas mágoas, angústias e medos.... Acordei pensando em mim, na minha totalidade e complexidade.
Acordei com a necessidade de me sentir, de me entender, de me ouvir e de falar a mim tudo o que eu preciso ouvir: verdades, promessas, desaforos, declarações. Preciso me machucar e logo em seguida me curar, preciso saber tudo o que sou capaz de suportar.
Acordei feliz e com vontade de chorar, vontade de colocar pra fora tudo o que há dentro de mim: o que me excita, o que me assusta, o que me satisfaz, o que me irrita, o que me faz voar e o que me prende ao chão.
Vontade incontrolável de estar cercada por vozes amigas, afáveis, confiáveis... Acordei com o coração transbordando amor, então decidi compartilhá-lo. Liguei para as vozes das quais meu ouvido sentia falta, então me senti feliz e completa. Percebi que consigo ficar feliz pela felicidade que sentem meus amigos-amores. Vi que eles estão bem e o fato de eu ter feito uma simples ligação não melhorou só o meu dia, mas o deles também.
Acordei com vontade de me dedicar ao próximo, me deixar um pouco de lado, ao lado de quem precisa... Quero dedicar minhas horas, minhas palavras, meu silêncio e minha atenção, meu abraço acolhedor, meu colo de mãe. Quero me entregar de corpo e alma ao ser humano, esse ser complexo e dono de toda minha fascinação, da minha paixão...
Hoje eu acordei...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não me sai do pensamento..

Desde a hora que acordei me encontro ansiosa, angustiada, com um único pensamento dominado por uma única pessoa...
Uma única música a ecoar...


Carolina - Seu Jorge

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Andar bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina isso é muito natural
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina eu não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer
não temos tempo então melhor deixar pra lá
a princípio no Domingo o que você quer fazer
faça um pedido que eu irei realizar
olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar, ô
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Carolina, Carolina
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você (2x)
Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Andar bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Te confesso que estou apaixonado por você
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Eu vou amar você,
Pois eu vou te dar muito carinho;
Vou te dar beijinho no cangote.
Ôi Carolina
Menina Bela, Menina Bela
Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você (3x)
Carolina, Carolina.
Carol, Carol, Carol, ...


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Individualidade!

Fico indignada com alguns relacionamentos que conheço...
Casais daquele tipo "Se meu namorado não for, eu não vou..." ou "Parei de fazer tal coisa porque meu namorado não gosta"... Não me conformo com isso.
Para que se privar de coisas que você gosta, que você fazia antes de se comprometer com alguém?
Para que tentar ser quem você não é?
Para que deixar de ser, de se amar, de viver?
Uma coisa que aprendi, é que relacionamentos são temporários, ninguém ficará na sua vida para sempre... NINGUÉM!!!
Sou a favor da individualidade, da liberdade, da essência de cada um!
Relacionar-se é compartilhar, conviver, respeitar e entender... não submeter-se à vontades que vão de encontro as suas vontades! 
Quando entendemos que somos seres individuais, únicos e  livres, passamos a nos respeitar mais, a enxergar nossas vontades, nossos anseios... nos conhecemos mais e vemos que não existe a necessidade de nos submetermos a alguém ou algo temporário. 
Então se algum(a) namorado(a) vem com aquela conversa: "Não gosto que você converse com Fulano." ou "Não gosto que você se vista assim." "não gosto disso... nem daquilo e blá blá blá"... lembre-se você é você, ele(a) é ele(a) e se o que você é não o (a) satisfaz, pense bem se vale à pena estar com alguém que só reclama de quem você é, te oprime, te esquece...
Esqueça-o (a)!
Preserve-se!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O irmão que eu não tive...

Estava com ele agora há pouco... conversamos, dançamos, compartilhamos alguns segredos, nos criticamos, nos exaltamos... Com ele eu posso tudo, com ele sou simplesmente eu, sem máscaras, sem travas na língua ou em qualquer outra parte do corpo... com ele sou livre, ele me ajuda nessa liberdade, ele me entende e insiste em me julgar, mas quer saber? Isso não me machuca mais porque agora eu sei quem eu sou, sei que não sou exatamente o que ele diz... mas também não sou exatamente como gostaria de ser... aiii não estou aqui para falar de mim e sim dele, vamos lá então!
Vou contar como tudo começou...
Trabalhávamos no mesmo lugar, mas nunca tivemos contato no trabalho mesmo nossas salas sendo vizinhas. Eu era tímida demais para conseguir olhá-lo, de certa forma eu me sentia intimidada com a presença dele e não entendia o porque disso.
As coisas começaram a mudar no dia em que o vi chegar naquela aula daquela dança que faz meu mundo girar... nunca imaginei encontrá-lo lá, ele não tinha e ainda não tem cara de quem dança, ele tem cara de intelectual que se esconde atrás dos livros, que não sabe o que é o mundo real, que vive de teorias que nunca são postas em prática... Enfim, ele estava lá e é isso o que importa, foi lá que nossa amizade nasceu e foi lá que desvendei os mistérios que ele esconde naquele olhar que só ele tem...
E foi por causa daquele olhar que nossos lábios se encontraram... mas isso não teve continuidade, pois estávamos designados a ser apenas irmãos mesmo que incestuosos, como ele mesmo diz. 
Ele sabe apreciar as coisas simples da vida... um sorvete pode deixá-lo em êxtase, mas tem que ser aquele sorvete que eu o "apresentei" naquele dia em que passamos a tarde conversando, fomos comer pizza, lavamos a roupa suja que até já secou, mas parece que sempre tem uma peça que foi esquecida no fundo do cesto e o ciclo se inicia... E essa renovação é sempre boa mesmo que dolorosa porque é ela que sustenta nossa amizade!
Ele é a minha tentação e eu o seu pecado...
Ele é a minha paz e eu seu tormento...
Ele é um dos grandes amores da minha vida, alguém que não quero nem posso perder pois como viverei sem uma parte minha? É assim que eu o sinto, portanto, é assim que ele é!
Isso não foi um xaveco, tá meu bem??
Te amo, Brisa!!!