quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O irmão que eu não tive...

Estava com ele agora há pouco... conversamos, dançamos, compartilhamos alguns segredos, nos criticamos, nos exaltamos... Com ele eu posso tudo, com ele sou simplesmente eu, sem máscaras, sem travas na língua ou em qualquer outra parte do corpo... com ele sou livre, ele me ajuda nessa liberdade, ele me entende e insiste em me julgar, mas quer saber? Isso não me machuca mais porque agora eu sei quem eu sou, sei que não sou exatamente o que ele diz... mas também não sou exatamente como gostaria de ser... aiii não estou aqui para falar de mim e sim dele, vamos lá então!
Vou contar como tudo começou...
Trabalhávamos no mesmo lugar, mas nunca tivemos contato no trabalho mesmo nossas salas sendo vizinhas. Eu era tímida demais para conseguir olhá-lo, de certa forma eu me sentia intimidada com a presença dele e não entendia o porque disso.
As coisas começaram a mudar no dia em que o vi chegar naquela aula daquela dança que faz meu mundo girar... nunca imaginei encontrá-lo lá, ele não tinha e ainda não tem cara de quem dança, ele tem cara de intelectual que se esconde atrás dos livros, que não sabe o que é o mundo real, que vive de teorias que nunca são postas em prática... Enfim, ele estava lá e é isso o que importa, foi lá que nossa amizade nasceu e foi lá que desvendei os mistérios que ele esconde naquele olhar que só ele tem...
E foi por causa daquele olhar que nossos lábios se encontraram... mas isso não teve continuidade, pois estávamos designados a ser apenas irmãos mesmo que incestuosos, como ele mesmo diz. 
Ele sabe apreciar as coisas simples da vida... um sorvete pode deixá-lo em êxtase, mas tem que ser aquele sorvete que eu o "apresentei" naquele dia em que passamos a tarde conversando, fomos comer pizza, lavamos a roupa suja que até já secou, mas parece que sempre tem uma peça que foi esquecida no fundo do cesto e o ciclo se inicia... E essa renovação é sempre boa mesmo que dolorosa porque é ela que sustenta nossa amizade!
Ele é a minha tentação e eu o seu pecado...
Ele é a minha paz e eu seu tormento...
Ele é um dos grandes amores da minha vida, alguém que não quero nem posso perder pois como viverei sem uma parte minha? É assim que eu o sinto, portanto, é assim que ele é!
Isso não foi um xaveco, tá meu bem??
Te amo, Brisa!!!

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