sábado, 21 de julho de 2012

Grito!

Eu me sinto como se tudo me tocasse,
algumas palavras me tocam como uma doce brisa de verão,
enquanto o silêncio me perfura
e eu sangro...
e choro.


A solidão tem sido minha companheira,
mas nem ela me faz companhia,
me sinto sozinha e todos estão aqui...
ou ao meu lado,
ou mais perto ainda: dentro.


Dias difíceis, uma nova realidade.
Uma luta contra a essência,
momentos de carência,
de autoconhecimento,
de sofrimento para haver crescimento.


Momentos de reflexão que não aguento mais,
meus pensamentos tem me tirado a paz.
A calma que dizem que tenho se encontra onde?
Até quando essa luta, esse silêncio,
essa angústia, esse tormento?


Eu preciso gritar!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Sobre fazer amor...

Não é apenas um encontro de corpos,são almas sedentas de carinho, de tesão, de paixão.
É um arrepio que nos percorre por dentro e os pelos começam a eriçar, partes ficam úmidas para que se possa escorregar, adentrar, desbravar.
Basta um toque, o timbre da voz, a respiração ofegante na nuca, as palavras certas na hora certa, ou até mesmo a falta delas.
Um corpo se perdendo no outro e assim descobrindo caminhos de prazer, de alucinação, de tenso tesão.
O enlaçar das pernas, dos braços... a troca de carinho, ou de gestos mais fortes, os sons adequados à situação, os órgãos crescendo para uma aproximação...
Hora de se descobrir, de se inventar, de se desmanchar, de se desdobrar... é hora de expressar o que a pele sente, de exteriorizar o que se é latente.
É hora da entrega, a verdadeira entrega, aquela em que nada se nega...